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Electrólise Percutânea Intratecidular nas lesões dos tecidos moles
Dr. José Manuel Sánchez • out 19, 2019
  A técnica Eletrólise Percutânea Intratecidular - EPI® foi criada pelo Dr. José Manuel Sánchez-Ibáñez há 20 anos e consiste na aplicação de um fluxo elétrico, através de um dispositivo especialmente desenhado e criado pelo mesmo que, através de uma agulha conectada a um manípulo, permite a passagem da corrente elétrica diretamente na região específica afetada, tanto em tendinopatias como em outras lesões de tecidos moles de grande prevalência e incidência na vertente desportiva e laboral. 

  O principal objetivo da EPI® é produzir alterações na configuração molecular da matriz extracelular (MEC), em especial na região específica do tecido degenerado, para otimizar os mecanismos de cura que, por razões fisiopatológicas, encontram-se afetados, como é o caso das tendinopatias crónicas. A aplicação da EPI® em tecido conectivo degenerado produz uma série de acontecimentos neuroquímicos em tempo real. 

  Se tivermos em conta os achados histopatológicos nas tendinopatias, onde coexiste uma resposta celular inflamatória crónica associada a um processo degenerativo, com formação de tecido fibrótico e degeneração mixóide da substância fundamental e, portanto, diminuição da mobilidade dos fluidos na matriz extracelular (MEC), a abordagem terapêutica deve focar-se em reverter esta situação de elevada complexidade fisiopatológica. Diante deste padrão fisiopatológico ou destas barreiras fisiopatológicas que impedem a cura, o tratamento com a EPI® vai conseguir otimizar e restabelecer os mecanismos de cura, mediante mudanças na configuração proteíca e na degeneração mixóide da substância fundamental da matriz extracelular e, desta forma, reduzir a expressão redundante de citocinas pró-inflamatórias, aspetos moleculares demonstrados cientificamente com a EPI® em diferentes estudos publicados. 

  O cálculo da dose ótima de aplicação da EPI® é um princípio fundamental para conseguir este efeito anti-inflamatório e pró-regenerativo nas tendinopatias e lesões de tecidos moles, isto foi demonstrado em diferentes estudos científicos publicados e, por esse motivo, desenvolveu-se o dispositivo exclusivo EPI-ALPHA único para realizar tratamento com a técnica EPI®. Depois de cada intervenção de EPI®, é fundamental educar o paciente a manter-se num sector ótimo de carga funcional, evitando qualquer atividade desportiva que provoque dor ou uma isquémia mantida no tecido danificado que influenciará negativamente o seu processo de recuperação. 

  Um estudo recente realizado pelo Dr. José Manuel Sánchez e a Dra. Soraya Valle na Faculdade de Medicina da Universidade de Valência, demonstrou os mecanismos moleculares implicados na regeneração do tendão produzido pela EPI®, em tendinopatias rotulianas em ratos. O estudo foi realizado com ratas fêmeas Sprague Dawley, de 7 meses de idade e 300 gramas de peso. A tendinose patelar foi induzida por injeção direta no tendão patelar de 50 microgramas de colagenase tipo 1. A análise molecular realizou-se com Wertern Blot 7 dias após a intervenção. Os resultados obtidos foram significativos nos mecanismos ativadores da regeneração do tendão rotuliano com o aumento das proteínas anti-inflamatórias, como a PPAR-Y reduzindo a expressão das citocinas, especialmente as interleucina 1(IL-1) e a interleucina 6 (IL-6), com efeito anti-inflamatório. A EPI® demonstrou que houve mudanças significativas na substância mixóide degenerativa facilitando a migração das células inflamatórias (neutrófilos e macrófagos), da área intervencionada. 

  Temos observado como os macrófagos têm um papel essencial no processo de reparação do tecido, eles não só fagocitam, como promovem a migração dos fibroblastos, libertando fatores de crescimento, facilitando assim a síntese de colagénio. Sabemos também que o pico máximo da resposta inflamatória induzida pela EPI® nas tendinopatias corresponde ao quinto dia após a intervenção, e aos 15 dias poderíamos assegurar que não existirá infiltrado celular inflamatório na zona da intervenção. A vasodilatação provocada pela EPI® favorece a diapedese e, portanto, a migração dos neutrófilos e dos macrófagos. Na zona distal da agulha produz-se um efeito que condiciona a transformação do material degenerado da substância mixóide no seu estado gel, otimizando o intercâmbio metabólico necessário para uma correta atividade anabólica. Esta ação proporcionada pelo dispositivo da EPI-ALPHA induz a ativação fagocítica necessária para a recaptação dos catabólitos. A alcalinização do PH produzida pelo aparelho EPI-ALPHA aumenta a pressão de oxigénio (PO2) necessária para a normalização do processo de recuperação do tendão. Igualmente, o efeito de polaridade permite a evacuação e eliminação dos neurotransmissores excitatórios. Todos estes resultados foram publicados em diferentes estudos e atualmente estamos a ampliar a nossa investigação. 

  Depois de definirmos as diferentes áreas onde iremos atuar, verificamos o efeito liófilo no tecido, quando a agulha não encontra resistência viscoelástica na região do tendão onde se está a realizar o tratamento. Um aspeto importante na segurança da técnica é a possibilidade de visualizar a agulha através de controlo ecográfico. A imagem hiperecogénica bem delimitada gerada durante a aplicação da EPI® é uma consequência da densidade do gás hidrogénio produzido na reação eletroquímica. Estudos recentes demonstraram a eficácia da EPI® na redução da neovascularização e da dor nas tendinopatias rotulianas. Há que destacar a grande importância que tem o controlo ecográfico no tratamento das tendinopatias mediante a técnica EPI® para evitar qualquer efeito iatrógenico, como seria a lesão de nervos ou vasos. A evolução ecográfica com Color Doppler permitiu estudar o fluxo sanguíneo nas tendinopatias e realizar uma classificação clínica segura da presença ou não de hipervascularização. A ecografia em tendões patológicos permite identificar mediante Color Doppler a direção e velocidade do fluxo nas tendinoses hipervasculares ou neovasculares. A técnica não permite o registo do fluxo sanguíneo num tendão normal porque a taxa de fluxo sanguíneo é muito baixa. Só as taxas elevadas podem ser registadas, podendo identificar se é uma tendinopatia hipovascular e/ou neoneurovascular, sendo um indicador significativo no tratamento e prognóstico das tendinopatias. 

  De uma visão clínica, nem todos os pacientes tem a mesma sintomatologia no processo de degeneração do tendão, assim, teremos pacientes com tendinopatias hipovasculares e pacientes com tendinopatias neoneurovasculares, sendo estes achados fundamentais para determinar a dose adequada da técnica EPI®. 

  As tendinopatias caracterizam-se pela presença de dor, que pode ser devido a uma crise energética nos mecanismos reguladores do metabolismo no tendão (aumento do lactato, HIF-1), produzida por uma isquémia local com aumento dos radicais livres e dos neurotransmissores excitatórios nociceptivos, sensibilizando os troncos nervosos capazes de manter a hiperalgesia secundária. Por outro lado, podemos encontrar pacientes com tendinopatias assintomáticas, sendo nestes casos o risco de rutura espontânea do tendão maior. A outra categoria das tendinopatias faz referência às tendinoses hipervasculares, podendo encontrar pacientes com tendinoses assintomáticas que, apesar de em alguns casos apresentarem maior degradação do tendão, não apresentam qualquer tipo de dor. A evidência científica não pode explicar estas diferenças anatomopatológicas, possivelmente a densidade do colagénio na localização da hipervascularização poderia ser uma explicação plausível para estas diferenças clínicas. Os pacientes com tendinoses hipervasculares sintomáticas caracterizam-se por apresentarem uma alodinia, isto é, um estímulo mecânico banal é capaz de produzir uma hiperalgesia. Este fenómeno pode ser explicado por uma inflamação neurovascular a nível da neocapilarização, com apresentação edematosa dos capilares e sobre expressão de neurotransmissores e neuropéptidos nociceptivos como o glutamato e a substância P. A sensibilização pode ser explicada pelo acumular permanente de glutamato na região sináptica dando lugar a um aumento dos recetores NMDA-R nas sinapses nervosas. 

  A técnica EPI® tem sido desenvolvida principalmente para tratar o foco específico da lesão estrutural. Pode ser aplicada nas tendinopatias extrasinoviais, extrasinoviais com compressão e tendinopatias intrasinoviais. Igualmente, foi demonstrando cientificamente os excelentes resultados da técnica EPI® nas lesões musculares.

Portuguese Ultrasound Group - Musculoskeletal ®

Imagem ecográfica de uma tendinopatia.
Por José Manuel Sánchez-Ibáñez 18 fev, 2020
Existem investigações que sugerem a influência das estatinas na homeostase do tendão, tendo sido observado que estas podem provocar alterações na matriz extracelular (MEC) do tendão, que é composta, principalmente, por colagénio do tipo 1 sintetizado pelos tenócitos.
ECO vs RMN nas entorses da tibiotársica recorrentes e na instabilidade crónica
Por Ft. Óscar Caridade 05 dez, 2019
As lesões por entorse da tibiotársica afetam aproximadamente 10% dos utentes nos cuidados de saúde primários e nos departamentos de emergência hospitalar, ocorrendo numa taxa de 7 em cada 1000 pessoas por ano. Os ligamentos do compartimento lateral do tornozelo são afetados em 85% dos casos, sendo que o ligamento talofibular anterior é o mais afetado de todos, seguido do ligamento calcaneofibular.
High volume image guided injections in shoulder impingement syndrome
Por Ft. Óscar Caridade 21 nov, 2019
Aproximadamente 50% da população mundial refere pelo menos um episódio de dor no ombro todos os anos. A Shoulder Impingement Syndrome é um termo abrangente, que engloba inúmeras condições, podendo envolver patologia em diferentes estruturas anatómicas (tendinopatia da coifa dos rotadores, tendinopatia calcificante, bursite subacromiodeltóidea, entre outras). Será que o High Volume Injection poderá ter algum benefício no Shoulder Impingement Syndrome?
Platelet-rich plasma, hyaluronic acid or ozone in treatment of knee osteoarthritis
Por Ft. Óscar Caridade 14 nov, 2019
A Osteoartrose é a maior causa de disfunção articular, caracterizada por uma perda progressiva da cartilagem articular, alterações na membrana sinovial e no líquido sinovial. As articulações mais frequentemente afetadas são as mãos, joelhos, ancas, ombros e coluna vertebral, e a prevalência é de mais de 30% em adultos com idade superior a 50 anos.
#triggerpoints #dryneedling #PhysicalTherapists
Por Ft. Óscar Caridade 07 nov, 2019
Dry Needling é uma técnica que consiste na utilização de uma agulha de punção seca, com o objetivo de penetrar a pele e a musculatura superficial ou profunda, com a intenção de, mecanicamente, realizar a inibição de Trigger Points – Síndrome da Dor Miofascial.
Por PUG-MSK 24 out, 2019
A osteoartrose do joelho, que envolve fenómenos de degeneração na cartilagem, pode envolver a presença de dor intensa e uma significativa incapacidade. Alguns dos tratamentos não cirúrgicos mais utilizados incluem fisioterapia, medicação analgésica, anti-inflamatórios não esteroides e injeções intra-articulares como o ácido hialurónico, ozono ou PRP, com o objetivo de reduzir os sintomas e melhorar a função do joelho.
O ozono pode ser utilizado como abordagem terapêutica para o tratamento de disfunções musculares, tendinosas e articulares, podendo ser injetado por meio peri-articular, intra-articular, para-vertebral, peri-tendinoso entre outros. É considerado um tratamento satisfatório, com baixo risco de complicações e alta taxa de sucesso devido ao seu efeito anti-inflamatório e analgésico. Por outro lado, a viscossuplementação é uma injeção segura de ácido hialurónico que permite modificar as propriedades do líquido sinovial, possibilitando um aumento da mobilidade e uma diminuição da dor. Por fim, o PRP é um método que se baseia na extração de fatores de crescimento plaquetários, através de um protocolo rigoroso, que são posteriormente injetados no local da lesão, com o objetivo de acelerar o processo de regeneração dos tecidos.
A literatura demonstra que as injeções intra-articulares de plasma rico em plaquetas reduzem significativamente a dor do joelho, aumentam a função física e a WOMAC scores. Estes benefícios foram observados aos 3, 6 e 12 meses após o tratamento. Além disso, o plasma rico em plaquetas demonstrou ser superior na diminuição da dor e no aumento da função do joelho que outras injeções intra-articulares, como o ácido hialurónico ou o ozono, aos 3 e 12 meses após a injeção.
O efeito a curto prazo da injeção de plasma rico em plaquetas indica que este método influência temporariamente o líquido articular na articulação, sem afetar a estrutura articular ou a progressão da osteoartrose.
Desta forma, a revisão sistemática e meta-análise de Shen e seus colaboradores demonstrou que as injeções de plasma rico em plaquetas intra-articulares são um método mais eficaz no tratamento da patologia articular do joelho em termos de alívio da dor e melhoria da função do joelho aos 3, 6 e 12 meses de follow-up comparativamente a outras injeções, nomeadamente injeções placebo, ácido hialurónico, ozono ou corticoesteróides.
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Shen, L., Yuan, T., Chen, S., Xie, X., & Zhang, C. (2017). The temporal effect of platelet-rich plasma on pain and physical function in the treatment of knee osteoarthritis: systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Journal of orthopaedic surgery and research, 12(1), 16.
Por PUG-Msk 17 out, 2019
A tendinopatia do tendão de Aquiles (TA) representa entre 6 a 18% de todas as lesões que afetam os corredores, havendo uma maior prevalência em homens de meia idade.
A porção média do TA, localizada a cerca de 5/6cm da base do calcâneo, é a zona maioritariamente afetada. Na tendinopatia do TA, podemos encontrar uma degeneração do tendão, presença de rupturas tendinosas, bem como, a presença de neoneurovascularizações.
Quando existe uma neoneurovascularização no TA, na avaliação por imagem, podemos identificar a presença de Power Doppler positivo, ou seja, um sinal Doppler activo no lado ventral do TA. A neoneurovascularização pode ser definida como uma proliferação da rede nervosa e sanguínea (gordura de Kager’s), para o interior do tendão. Apesar de não existir uma associação absoluta entre dor e a neoneurovascularização intratendinosa, a evidência científica indica um nível de dor mais elevado em tendões hipervascularizados em comparação com tendões hipovascularizados.
A literatura indica que os exercícios excêntricos são o método mais utilizado para a prevenção e tratamento de tendinopatias do TA crónicas, existindo outras abordagens terapêuticas como a terapia com gelo, terapia manual, modificação de cargas, anti-inflamatórios não esteroides e analgésicos.
O Plasma rico em plaquetas (PRP) é habitualmente usado na prática clínica para o tratamento de tendinopatias crónicas. Esta técnica envolve a utilização de uma variedade de fatores de crescimento que são injetados no local lesado, promovendo o processo de recuperação, diminuindo a dor e aumentando a funcionalidade. O PRP é autólogo e preparado no momento do tratamento, sendo uma técnica extremamente segura para os pacientes.
Por outro lado, o High-Volume Injection (HVI) envolve a infiltração de uma grande quantidade de soro fisiológico entre a interface profunda do TA e a gordura de Kager´s. Esta técnica promove a separação e destruição da neoneurovascularização na adesão entre o tendão e o tecido peritendinoso, levando à diminuição da dor e da sensibilização local.
Segundo Boesen e seus colaboradores, o tratamento de tendinopatias crónicas do TA com um programa de exercícios excêntricos combinado com PRP ou HVI apresenta ser mais eficaz na redução da dor, na redução da espessura do tendão e na vascularização intratendinosa comparativamente a um programa de exercícios excêntricos isolado. O HVI parece ser uma alternativa mais eficaz no tratamento a curto prazo, enquanto que o PRP apresenta ser uma alternativa mais vantajosa a médio/longo prazo.
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Em março de 2020, no curso de procedimentos invasivos ecoguiados em cadáver irão ser abordadas estas e outras intervenções para patologia músculo-esquelética.
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Optimização da regeneração após lesão muscular, mediante a aplicação da técnica EPI®
Por Ft. Óscar Caridade 07 set, 2019
Hoje em dia, sabemos que na presença de uma lesão muscular, como resposta a sinais relacionados com dano nas miofibrilas e consequente infiltração de células inflamatórias (neutrófilos e macrófagos), existe uma necrose das células musculares.
Ecografia de uma tendinopatia rotuliana crónica e neoneurovascular
Por Dr. José Manuel Sánchez 01 ago, 2019
Nas tendinopatias degenerativas, para além da degradação de colagénio, degeneração mixóide, défice de mobilidade fluídica da matriz extracelular (MEC), e da morte celular, devemos considerar a importância de outra característica patogénica. Existe, de forma significativa, uma hipóxia (baixo teor de oxigénio), no tendão que provoca uma resposta inflamatória persistente.
O factor de transcripção induzido por hipóxia (HIF – 1), é o elemento central na resposta dos tenócitos ao baixo teor de oxigénio no tendão. Em condições normais este factor é muito instável, sendo degradado pelas proteases, no entanto, na ausência de oxigénio este factor fica mais estável e vai regular a expressão de inúmeros genes implicados em funções como angiogénese, a inflamação e o metabolismo energético. Por consequência, na presença de uma diminuição do teor de oxigénio, o tendão irá responder com um aumento da produção e secreção de citocinas, cuja função principal seria estimular a vascularização local. Em resultado disto, acontece uma resposta inflamatória persistente no tecido degenerado, encontrado habitualmente nas tendinopatias. Esta resposta inflamatória persistente associada a hipóxia é estimulada pela expressão de citocinas pró-inflamatórias como a IL – 1B e a TNF – Alfa. Por outro lado, o aumento da IL – 6, parece não ser influenciado pela HIF – 1, podendo ser relacionado com o factor nuclear KappaB (NF – kb), outro factor de transcripção sensível à hipóxia, sendo responsável pelo início de respostas imunológicas relacionadas com o stress mecânico por uma sobrecarga mecânica do tendão.
A Electrólise Percutânea Intratedicular ou EPI® (técnica criada pelo Dr. José Manuel Sánchez), é uma intervenção bioreguladora que permite uma redução significativa da inflamação e da hipóxia nos tenócitos, mas também nos macrófagos, permitindo uma correcta diferenciação do fenótipo M1 ao fenótipo M2 que é pró-regenerativo. Desta forma, nas tendinopatias estamos a enfrentar um problema pato-imuno-biológico, onde os macrófagos agravam a tendinopatia. Em primeiro lugar, com a presença de hipóxia existe um aumento da produção de MCP – 1 e MIF – 1 (evitam que os macrófagos abandonem os tecidos), contribuindo para o recrutamento e consequente estado de inflamação persistente e, em segundo lugar, esta resposta inflamatória persistente associada a uma sobreexposição de MIF – 1 não irá permitir a possibilidade de diferenciação de M1 a M2 ou, caso exista, esta tenderá a ser mínima.
Autor: Dr. José Manuel Sánchez
Doutorado em Fisioterapia “Cum Laude”. Director da Clínica CEREDE
Criador da técnica EPI®, consultor e formador nos clubes de futebol: Barcelona, Newcastle United, Real Madrid, Atl Madrid, FC Porto, Inter Milan, Juventus, SL Benfica, Empoli, Udinese, Paris Sant Germain e Villarreal.
Formador do curso de Electrólise Percutânea Intratecidular do PUG - MSK®
Por Fisioterapeuta Óscar Caridade e Dr. João Paulo Branco 24 jul, 2019
A omalgia pode, em algumas situações, ter a sua origem na articulação acrómio-clavicular (AC). Apesar desta evidência, o seu correcto diagnóstico é, muitas vezes desafiador. Neste post pode ficar a conhecer algumas das formas de tratamento.
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